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Cultura

João Ubaldo Ribeiro recebe o prêmio Camões

João Ubaldo Ribeiro recebe o Prêmio Camões 2008, o mais importante prêmio da língua portuguesa.

Instituído pelos governos português e brasileiro em 1988, o Prêmio distingue, anualmente, um autor que, pelo conjunto da sua obra, tenha contribuído para o enriquecimento do patrimônio literário e cultural da língua portuguesa.

João Ubaldo Ribeiro é baiano de Itaparica, aos dois meses de idade muda-se com a família para Aracaju (Sergipe). Em 1947 inicia seus estudos com um professor particular. Já alfabetizado, em 1948 ingressou no Instituto Ipiranga, a partir daí permaneceria horas trancado na biblioteca de sua casa devorando livros infantis, sobretudo os de Monteiro Lobato. Em 1951 ingressa no Colégio Estadual Atheneu Sergipense.

Seu pai era chefe da Polícia Militar, e nessa época, passa a sofrer pressões políticas, o que o faz transferir-se com a família para Salvador.

Na capital baiana João Ubaldo é matriculado no Colégio Sofia Costa Pinto. Em 1955 matricula-se no curso clássico do Colégio da Bahia, conhecido como Colégio Central. Em 1958 inicia curso de Direito, na Universidade Federal da Bahia, edita, juntamente com Glauber Rocha, revistas e jornais culturais e participa do movimento estudantil.

Em plena efervescência política do ano de 1964, João Ubaldo parte para os Estados Unidos, através de uma bolsa de estudos conseguida junto à Embaixada norte-americana, para fazer seu mestrado em Administração Pública e Ciência Política na Universidade da Califórnia do Sul. Conta que, na sua ausência, teve até sua fotografia divulgada pela televisão baiana, encimada por um enorme “Procura-se”. Segundo João, o movimento revolucionário não sabia que ele, tido e havido como esquerdista, estava nos Estados Unidos.

Estreou no jornalismo trabalhando como repórter no Jornal da Bahia, em 1957, passando depois para A Tribuna da Bahia, onde exerceu o argo de editor-chefe.

1980 marca seu terceiro casamento, com a fisioterapeuta Berenice Batella, que lhe daria dois filhos. Muda-se, com a família, para Lisboa, Portugal, em 1981, graças a uma bolsa concedida pela Fundação Calouste Gulbenkian.

Retorna ao Brasil em 1991, e volta a residir no Rio de Janeiro.

Entre os livros publicados estão os romances “Setembro não tem sentido”, “Sargento Getúlio”, “Vila Real”, “Viva o povo brasileiro”, “O sorriso do lagarto”, “O feitiço da Ilha do Pavão”, “A Casa dos Budas Ditosos”, Miséria e grandeza do amor de Benedita (primeiro livro virtual lançado no Brasil, em 2000) e “Diário do Farol”.

Fonte: www.releituras.com


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