
Distimia, um estado crônico de depressão, melancolia e tristeza prolongadas, fazendo você não ter animo nem desejo para nada.
A distimia é um estado crônico de depressão, podendo chegar a dois anos ou mais.
Muitas vezes confundindo o paciente, que pode achar normal ser distímico. É comum ouvir o paciente dizer que sempre foi assim, melancólico e isolado, contudo a distimia é muito mais que um jeito de ser. Ela envolve prejuízos na vida do adolescente que se isola, tem pouca ou nenhuma vida social, baixa auto-estima, dificuldade de concentração, insônia ou sonolência por todo o dia, cansaço e mudança de apetite, passando a comer mais ou menos.
Muitos destes sintomas podem aparecer ou só alguns.
Há uma perda da autocrítica o que dificulta a compreensão do que se passa com você. É realmente comum encontrar distímicos em todas as idades.
As crianças apresentam irritabilidade e mau humor.
Os adolescentes distímicos apresentam invariavelmente isolamento, rebeldia e irritabilidade. Numa fase da vida em que é “normal” ser rebelde e irritável, fica um pouco mais complicado enxergar o que está acontecendo, mas em geral, as mudanças no modo de ser, indicam mais que uma fase de transição na vida.
Caso sinta-se melancólico, isolado e tenha alguns outros sintomas relatados acima, por um período mais longo, não hesite em procurar ajuda.
Muitos adolescentes se refugiam no álcool ou nas drogas e esperam o “jeitão” passar, muitos não acham o caminho de volta e isso é uma pena.
O diagnóstico e feito por um especialista e só vai ajudar a resolver o transtorno.
Ninguém é triste por natureza ou eufórico todo tempo, se há algo que foge do padrão é bom dá uma checada ok?
O tratamento para distimia é medicamentoso associado a psicoterapia.
Um bom diagnóstico é essencial.
A psicoterapia envolve sessões diagnósticas e o tratamento propriamente dito.
O psicólogo pode pedir o encaminhamento médico para administração de antidepressivos.
Ana Lucchi
psicóloga