
Com a escassez global do trigo, o preço duplicou em 2007 e ainda não parou de subir. No Peru, se come agora o papapan, um pão de batata cozida, que custa 0,35 centavos de dólar. É bom!
Na Nigéria um pedaço pequeno de pão, que em 2007 custava 75 centavos de dólar, hoje é vendido por 1 dólar.
No Brasil o pão branco subiu em média 8,7%, de março de 2007 para março de 2008
Nos Estados Unidos o pão branco custa US$ 1,35.
Na França, a baguete custa US$ 1,50. Os franceses estão desconsolados: de 2002 para 2008 o preço duplicou.
Na Rússia, o pão integral custa US$ 0,89. Os russos esperam que novas áreas de plantação do trigo reduzam custos.
Os dados estão na National Geographic/out-2008 e na revista do IDEC/maio-2008.
A escassez global não atinge só o trigo, há uma crise de alimentos assombrando o mundo.
Quais são as causas globais para esta crise?
O mundo não pára de crescer.
A China, na última década, tirou 350 milhões de pessoas da linha da miséria. A Índia também não ficou atrás. Isso pressionou o mercado dos alimentos. No geral temos muito mais gente no mundo comendo, graças a Deus, agora é articular estratégias para que todos possam continuar comendo.
A rápida expansão dos biocombustíveis também tem a sua parcela de contribuição, na produção do etanol americano à base do milho, por exemplo. No Brasil, nosso etanol e feito a partir da cana de açúcar e cerca de 90% do biodiesel é feito a partir de soja.
Para piorar o quadro, o preço do barril do petróleo atingiu recordes. Muito derivados do petróleo são fundamentais para a lavoura e para o transporte.
A crise financeira norte americana não deixa por menos e atinge o mundo. Você deve estar acompanhando, mesmo sem querer, o sobe e desce das bolsas de valores no Brasil e no mundo, os bancos quebrando, o subprime com seu crédito podre que ninguém quer.
É imprescindível acompanhar o processo, pois ele afeta todos nós.
Como estão as coisas na sua casa, o que sua mãe fala quando volta do super?
Veja alguns produtos que mais aumentaram no Brasil:
Fonte: DIEESE
Ana Lucchi
psicóloga