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Psicologia

Hiperatividade

A hiperatividade é um sintoma que não tem definição precisa aceita unanimemente.

Comumente a hiperatividade é um desvio de comportamento que se caracteriza pela constante mudança de atitudes e de atividades sem aprofundamento em nenhuma delas. Incapacitando o indivíduo para concluir satisfatoriamente seu dia-a-dia.

Considera-se haver desequilíbrio neuroquímico cerebral, provocado pela produção insuficiente de neurotransmissores no cérebro.

A hiperatividade é um problema muito freqüente, estima-se que 10% das crianças na idade pré escolar e 4-5% na idade escolar apresentam o distúrbio. No entanto, nota-se um número cada vez maior de pacientes nesta faixa etária vindo ao consultório à procura de atendimento.

Há também muitos adultos hiperativos que foram aprendendo a controlar seu animo com muito esforço, mas é provável que tenham sido crianças hiperativas não tratadas.

Quais são as características da hiperatividade?

Isoladas ou em associação em geral estas características estão presentes:

  • O indivíduo não consegue ficar parado por muito tempo, é muito inquieto.
  • Fala excessivamente, é aquele sujeito que não deixa ninguém falar.
  • São impacientes e mudam de atividade com freqüência sem concluir nenhuma.
  • Desviam o foco da atenção com muita facilidade, não conseguindo se concentrar.
  • É distraído e esquece as coisas com facilidade.
  • Tem dificuldade em organizar suas tarefas.
  • Comportamento agressividade e impulsivo.
  • Em geral o problema é detectado no aprendizado, impedindo um rendimento escolar satisfatório e mais tarde também no meio social.

Acredita-se que a hiperatividade seja hereditária, existem muitas publicações reforçando esta posição. Há casos semelhantes em parentes próximos, como pai, tio, avô.

Estudam também indicam que a manifestação é mais freqüente no sexo masculino.

Aparece desde cedo; é aquela criança que não pára, necessita de atenção total, desinteressa-se rapidamente pelos brinquedos e apresenta comportamento destruidor, é nervoso, irritado e tem sono agitado. Vai crescendo, e em geral aparecem outros sintomas, na adolescência esses sintomas diminuem, mantendo alguns traços mais sutis que chamam atenção dos outros colegas, todavia os transtornos no comportamento, a atenção e a concentração continuam bastante prejudicados.

A conseqüência é a baixa auto estima que prejudica o desempenho na sua vida escolar, familiar e social. Levando a problemas emocionais por conta dos insucessos freqüentes e da auto imagem negativa.

Seus colegas geralmente se queixam que o hiperativo atrapalha a dinâmica da aula, atrapalha as brincadeiras, não consegue trabalhar em equipe, desrespeitando as regras do grupo, é pouco tolerante, impaciente e impositivo. Acaba sendo excluídos.

Quando existe a suspeita de hiperatividade, o jovem deve ser encaminhado para uma avaliação especializada.

Então, se este é o seu caso ou se conhece alguém assim, não hesite em procurar ajuda para um encaminhamento adequado.

A hiperatividade tem tratamento, envolve um trabalho conjunto de orientação familiar, orientação psicológica, a participação da escola e tratamento medicamentoso. Este último com reservas em algumas correntes médicas.

Já nas primeiras semanas de tratamento é possível perceber melhoras. Todavia o tratamento não pode ser interrompido. Experiência clinica aliada a literatura demonstra que o tratamento pode se estender até 36 meses. Quanto mais cedo for iniciado melhor para todos.

Fonte:

  • Adolescência e Saúde – Comissão de Saúde doAdolescente – SESSP
  • Hiperatividade – Como lidar
  • Abram Topczewski – Editora casa do Psicólogo
  • Manual de Psiquiatria – Henry, Bernard, Brisset – editora Atheneu

Ana Lucchi
psicóloga


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