
Com as estações de esqui ameaçadas pelas mudanças climáticas, esquiadores e snowboarders mundialmente famosos apelam aos governos que participam das negociações da ONU sobre clima em Poznam para que ajam rapidamente para reduzir as emissões globais. Durante uma ação da Rede WWF em Poznam, os atletas fizeram uma série de apresentações para expressar seu apoio às ações urgentes contra a elevação da temperatura da Terra.
Os esquiadores – inclusive campeões olímpicos e mundiais dos EUA, como Ted Ligety e Julia Mancuso, assim como campeões mundiais e europeus da Polônia, como Magdalena Gwizdoń e Tomasz Sikora – assinaram uma petição urgente da Rede WWF. O documento está endereçado ao ministro polonês do Meio Ambiente e presidente das conversações de Poznan, Maciej Nowicki, e outros delegados.
“O aquecimento global significa invernos mais amenos e com menos neve, dos Alpes europeus ao Himalaia, na Ásia, das Montanhas Rochosas nos Estados Unidos à Cordilheira dos Andes na América do Sul”, diz a petição. “O gelo e a neve são especialmente vulneráveis aos impactos do aquecimento global e nós, como esquiadores e snowboarders ávidos, vemos que nossos amados esportes estão em perigo.”
Os signatários pedem um novo tratado global do clima que seja suficientemente ambicioso para manter o aquecimento global abaixo do perigoso limite de 2°C, em comparação às temperatura da era pré-industrial. Eles insistem em que o pico de emissões globais aconteça antes de 2020 e pedem uma redução de 80% até 2050, em comparação com os níveis de 1990. Eles conclamam os países industrializados para, como um primeiro passo, cortar suas emissões em 25% a 40% até 2020.
“Os esquiadores testemunham em primeira mão o poder destrutivo das mudanças climáticas e vêem as geleiras se encolherem e a neve acumulada desaparecer ante seus próprios olhos”, diz Kim Carstensen, líder da Iniciativa Global do Clima da Rede WWF. “Essas mudanças gigantescas colocam em perigo espécies importantes e os ecossistemas alpinos, bem como ameaçam as comunidades locais que dependem do turismo e esportes de inverno.”
Segundo registros científicos, as geleiras dos Alpes europeus diminuíram no mínimo 50% desde 1850. Se as mudanças climáticas se intensificarem, conforme está projetado para as próximas décadas, o nível da neve passará de 1200 para 1800 metros acima do nível do mar, o que fará com que apenas 44% dos centros existentes tenham neve suficiente para uma estação inteira de esqui.
Quase todas as geleiras pesquisadas no Alasca estão derretendo e os índices de afinamento do gelo nesses últimos 5 a 7 anos chegam a mais do que o dobro do que o de anos anteriores. As geleiras dos Andes do Norte estão encolhendo rapidamente e as perdas se aceleram na década de 1990. A maior parte das geleiras do Himalaia também estão encolhendo e se afinando nesses últimos 30 anos, com uma perda acelerada na década passada e na atual.
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