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Cultura

Semana de Arte Moderna

Os integrantes da comissão Organizadora da Semana de Arte Moderna

Semana de 22

Durante os sete dias de exposição, foram expostos quadros, apresentadas poesias, músicas, esculturas e palestras sobre novos valores estéticos.

A Semana de Arte Moderna representou uma verdadeira renovação de linguagem, na busca de experimentação, na liberdade criadora da ruptura com o passado conservador. O evento marcou época ao apresentar novas idéias e conceitos artísticos.

Entre os escritores modernistas destacam-se: Oswald de Andrade, Guilherme de Almeida e Manuel Bandeira. Na pintura, destacou-se Anita Malfatti, que realizou a primeira exposição modernista brasileira em 1917. Suas obras, influenciadas pelo cubismo, expressionismo e futurismo, escandalizaram a sociedade da época.

Oswald de Andrade, já em 1912, começa a falar do Manifesto Futurista, de Marinetti, que propõe um novo compromisso da literatura com identidade própria e liberdade de expressão. Numa ruptura com os padrões utilizados pelo anterior. Oswald de Andrade alerta para a valorização das raízes nacionais e cria movimentos, como o Pau-Brasil, escreve para os jornais expondo suas idéias e se uni a artistas com semelhante proposta estética.

A exposição de Anita Malfatti, um dos ícones do movimento, provocou uma grande reação nos adeptos mais conservadores da arte acadêmica. Monteiro Lobato publica sua reação em: “A propósito da Exposição Malfatti”.

Em posição totalmente contrária à de Monteiro Lobato, Mário de Andrade expõe suas idéias estéticas no “Prefácio Interessantíssimo” de sua obra Paulicéia Desvairada, publicada em 1922.

Essa divisão entre valores estéticos antigos e renovação, prevaleceu por muito tempo, atingindo seu ponto crucial na Semana de Arte Moderna realizada em fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo, com conferência de abertura por Graça Aranha.

No Brasil, o descontentamento com o estilo anterior foi bem mais explorado no campo da literatura, com maior ênfase na poesia.

Em um período repleto de agitações, os intelectuais brasileiros se viram em um momento em que precisavam abandonar o conservadorismo, para dar lugar a um novo estilo completamente contrário.

Experimentavam diferentes caminhos sem definir nenhum padrão. Isto culminou com a incompreensão de todos que foram assistir a este novo movimento. Logo na abertura, Manuel Bandeira, ao recitar seu poema Os sapos, foi desaprovado com muitas vaias e gritos.

Manifesto Antropofágico

Publicado na Revista Antropofagia (1928), propunha a devoração da cultura e das técnicas importadas e sua reelaboração com autonomia.

A idéia do manifesto surgiu quando Tarsila do Amaral, para presentear o então marido Oswald de Andrade, deu-lhe como presente de aniversário a tela Abaporu (homem que come carne humana). Estranha figura saída de sua imaginação, um homem gigante com a cabeça bem pequena.

Fontes: www.suapesquisa.com
Wikipédia Tarsila, anos 20-SESI.1997

Coleção com a Arte Brasileira- Editora Minden

Modernismo – Larousse Cultural

Nesta reprodução, Tarsila está na inauguração da primeira exposição individual em Paris- Galeria Percier/1926

Tarsila participou ativamente da renovação da arte brasileira que se processou na década de 1920. Integrou-se ao movimento modernista e ligou-se com especial interesse à questão da brasilidade. Formou, com Anita Malfatti, Menotti del Picchia, Mário de Andrade e Oswald de Andrade, com quem se casou em 1924, o chamado Grupo dos Cinco.

Tarsila do Amaral nasceu em Capivari SP em 1886.Seus pais eram fazendeiros e a lavoura do café lhes proporcionava uma vida bastante confortável. Eram pessoas cultas e preocupavam-se em oferecer uma boa educação aos filhos.

Desde criança gostava muito de desenhar, algumas vezes fazia cópia de santinhos, que ganhava na igreja ou então pintava cestas de flores e frutas.Suas lembranças aparecem em muitas de suas obras.
Estudou com Pedro Alexandrino, a partir de 1917, e depois com George Fischer Elphons, em São Paulo. Viajou com a família para a Europa, permanecendo como aluna de colégio interno em Barcelona.

Casou-se com um primo, nasceu sua primeira filha, se separou do primo. Em Paris freqüentou a Académie Julien, sob a orientação de Émile Renard. Entrou em contato com Fernand Léger, cujo estilo a marcou sobremodo, André Lhote e Albert Gleisse, e estruturou sua personalidade artística a partir das influências cubistas. Em 1922 participou em Paris do Salão dos Artistas Franceses.

Retornando ao Brasil em 1924, percorreu as cidades históricas mineiras em companhia do escritor francês Blaise Cendrars. Deslumbrada com a decoração popular das casas dessas cidades, assimilou a tradição barroca brasileira às recém-adquiridas teorias e práticas cubistas e criou uma pintura que foi denominada Pau-Brasil. Essa pintura inspirou um movimento, variante brasileira do cubismo, e influenciou Portinari.

Em 1926 Tarsila expôs na galeria Percier em Paris. Iniciou-se então sua fase antropofágica, de retorno ao primitivo, da qual o exemplo mais notável é o quadro “Abaporu”. Presente na I e II Bienais de São Paulo, foi premiada na primeira. Na Bienal de São Paulo de 1963, sala especial foi dedicada à retrospectiva de sua obra. Foram apresentadas suas diversas fases e deu-se destaque ao quadro “Operários” (1933), da fase social, em que as cores são mais sombrias e a nitidez anterior conservada. Outra obra do mesmo período é “Segunda classe”.

Tarsila esteve ainda representada na mostra Arte Moderna no Brasil (1957), na XXXII Bienal de Veneza (1964) e na mostra Arte da América Latina desde a Independência (1966). Em 1960 o Museu de Arte Moderna de São Paulo organizou retrospectiva de sua obra. Entre suas demais telas destacam-se “A negra”, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, e “São Paulo”, na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Tarsila morreu em São Paulo SP em 17 de janeiro de 1973 com 87 anos.

Fontes: www.historiadaarte.com.br e www.tarsiladoamaral.com.br

Encontro com Tarsila- Cecília Aranha e Rosane Acedo- Editora Minden

Em 22 de fevereiro de 1894, nasce em São Paulo, Victor Brecheret.

Brecheret foi um artista de formação clássica e ao mesmo tempo um pioneiro até sua morte, o que à primeira vista pode parecer paradoxal.

Clássico na sua formação e na sua técnica extremamente apurada.

Quando adolescente faz seus primeiros estudos no “Liceu de Artes e Ofícios”, em São Paulo, para posteriormente, em 1913, não mais podendo se expandir naquele local de aprendizado, ir para Roma, lá permanecendo até 1919.

1916 – Participa da exposição dos “Amatori e Cultori” com a escultura Despertar, 1º prêmio na Exposição de Belas Artes.

1920 – 27 de julho – Expõe na “Casa Byington” a Maquete dos Monumento às Bandeiras, Expõe em Santos (SP), juntamente com outros artistas, a Maquete do Monumento aos Andradas.

Em 24 de abril de 1921- Apresenta na Casa Byington a escultura Eva, esculpida em 1919.

Em 1922 Participa da Semana de Arte Moderna através de obras expostas no saguão do Teatro Municipal de São Paulo. Embora não tivesse permanecido fisicamente durante o período de comemoração da Semana, Brecheret participou com doze escultoras por ele selecionadas e deixadas com seu amigo Paulo Prado.

1923 – Expõe no “Salon d’Automne”, tendo sido premiado com a obra Mise au Tombeau.

1924 – Expõe no “Salon d’Automne” sua obra Porteuse de Perfums (Portadora de Perfumes).

1925 – Participa do “Salon de la Société des Artistes Français de Sculpture et Cravure sur Pierre”, em Paris. Recebe Menção Honrosa. Expõe no “Salon d’Automne” a escultura Danseuse (Dançarina). Participa das “Exposições Internacionais de Roma”.

1926 – Expõe no “Salon d’Automne”.

1º Exposição em São Paulo.

“Peintres et Sculpteurs de L’Ecole de Paris, à la Renaiscence”, du 19 juillet au 15 octobre.

1929 – Expõe no “Salon des Indépendents” as esculturas Aprés le Bain (Depois do Banho) e Fuit on Egipte (Fuga para o Egito).

1932 – Sócio fundador da “Sociedade Pró Arte Moderna” (SPAM).

Este texto trás apenas um esboço a respeito da vida desse inegável artista, para demais informações e conhecimento da obra, visite a Fundação Victor Brecheret.

Fonte: www.victor.brecheret.nom.br

Em 11 de janeiro de 1890 nasce em São Paulo Oswald de Andrade.

Inicia seus estudos, em 1900, na Escola Modelo Caetano de Campos.

Em 1908, conclui os estudos no Colégio São Bento com o diploma de Bacharel em Humanidades.

De família abastada, em 1909 inicia sua vida no jornalismo como redator e crítico teatral. Ingressa na Faculdade de Direito.

Em 1910, monta atelier com o pintor Oswaldo Pinheiro.

No ano seguinte, com a ajuda financeira de sua mãe, funda “O Pirralho.

Em 1912, viaja à Europa. Com a morte de sua mãe, retorna ao Brasil, trazendo a estudante francesa Kamiá. Reassume “O Pirralho”.

No ano seguinte conhece Lasar Segall. Escreve “A recusa”, drama em três atos.

Nasce o seu filho, José Oswald Antônio de Andrade (Nonê), com Kamiá, em 1914. Torna-se Bacharel em Ciências e Letras pelo Colégio São. Bento e cursa Filosofia.

Em 1915, torna-se membro da Sociedade Brasileira dos Homens de Letras, fundada por Bilac.

No ano seguinte, publica em “A Cigarra” o primeiro capítulo — e, depois, lança, com Guilherme de Almeida, as peças teatrais “Theatre Brésilien — Mon Coeur Balance” e “Leur Âme”, pela Typographie Asbahr. Volta a estudar Direito.

Em 1917, conhece Mário de Andrade. Defende a pintora Anita Malfatti das críticas violentas feitas por Monteiro Lobato. Participa do primeiro grupo modernista com Mário de Andrade, Di Cavalcanti, entre outro. De 1917 a 1922 escreve regularmente no “Jornal do Comércio”.

Trabalha em “A Gazeta”, em 1918. Começa a compor “O perfeito cozinheiro das almas desse mundo…”, e fecha a revista “O Pirralho”.

Em 1919 é o orador do “Centro Acadêmico XI de Agosto” da Faculdade de Direito. Pronuncia a palestra “Árvore da Liberdade”. Bacharel em Direito, é escolhido orador da turma. Morre seu pai, em fevereiro. Casa-se, “in extremis”, com Maria de Lourdes. Publica três capítulos de “Memórias Sentimentais de João Miramar”.

No ano seguinte edita “Papel e Tinta”, assinando com Menotti del Picchia . Descobre o escultor Brecheret. Escreve em “A Raposa” artigo elogiando Brecheret.

1921 – Em julho, publica artigo sobre o poeta Alphonsus de Guimarães, que considera precursor da linguagem modernista. Faz a saudação a Menotti del Picchia no Trianon. Revela Mário de Andrade como “O meu poeta futurista”.

1922, participa da Semana de Arte Moderna no Teatro Municipal de São Paulo. Faz conferência, em 18 de setembro, comemorativa ao centenário da Bandeira Nacional. Integra o grupo dos cinco com Mário de Andrade, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e Menotti del Picchia. Publica “Os Condenados”, com capa de Anita Malfatti, primeiro romance de “A trilogia do exílio”. Viaja a negócios ao Rio. Embarca para a Europa. Começa sua amizade com Tarsila.

No ano seguinte. Faz viagem a Portugal e Espanha, com passagem pelo Senegal, acompanhado de Tarsila. Matricula seu filho no Licée Jaccard em Lausanne, Suiça. Reside em Paris até agosto, no atelier de Tarsila. Retorna ao Brasil no final do ano.

Em 1924, no dia 18 de março publica no “Correio da Manhã” o “Manifesto da Poesia Pau Brasil”. Toma parte na excursão ao carnaval do Rio de Janeiro e à Minas com outros intelectuais brasileiros na chamada “Caravana Modernista”. Em Minas Gerais, recebidos por Aníbal Machado, Pedro Nava e Carlos Drummond de Andrade, excursionam pelas cidades históricas. No “Correio Paulistano”, publica o artigo “Blaise Cendrars — Um mestre da sensibilidade contemporânea”. Participa do V Ciclo de Conferência da Vila Kyrial falando sobre “os ambientes intelectuais da França”. Publica “Memórias Sentimentais de João Miramar”, com capa de Tarsila. Faz uma leitura do “Serafim Ponte Grande”, em casa de Paulo Prado para uma platéia de amigos modernistas. Viaja à Europa. Em 20 de novembro faz viagem à Espanha.

Em 1925 viaja ao Oriente, em companhia de Tarsila, de seu filho, de Dulce (filha de Tarsila) e amigos. Em 05 de maio é recebido em audiência pelo papa, a fim de tentar a anulação do casamento de Tarsila. Chega ao Brasil em 16 de agosto. Casa-se com Tarsila do Amaral, em 30 de outubro. Publica na “Revista do Brasil” o prefácio de “Serafim Ponte Grande”,primeira versão, “Objeto e fim da presente obra”. Divulga em “Terra Roxa e Outras Terras” a “Carta Oceânica”, prefácio ao livro “Pathé Baby” de Antônio de Alcântara Machado e um trecho do “Serafim Ponte Grande”. Mantém contato com o Grupo da Verde.

Publica, em 1927, “A Estrela de Absinto”, segundo romance de “A trilogia do exílio”, pela Editora Helios com capa de Brecheret. Publica “Primeiro Caderno de Poesia do Aluno Oswald de Andrade”, ilustrado pelo autor, com capa de Tarsila. Começa no “Jornal do Comércio” a coluna “Feira das Quintas”. Participa do jantar literário em homenagem a Paulo Prado, em abril na Vila Fortunata. Permanece uma temporada, de junho até agosto, em Paris para a exposição de Tarsila, voltando ao Brasil disputa o prêmio romance, patrocinado pela Academia Brasileira de Letras, com “A Estrela de Absinto”, com menção honrosa. Publica trechos de “Serafim Ponte Grande”.

Em 1928, publica o “Manifesto Antropófago” na “Revista de Antropofagia”. Viaja à Europa, regressando no mesmo ano, com passagem por Lisboa. Fica em Paris nos meses de junho e julho para a 3ª exposição de Tarsila.

No ano seguinte, volta ao Rio para a exposição de Tarsila, com Anita Malfatti, Waldemar Belisário, Patricia Galvão. Separa-se de Tarsila do Amaral. Rompe com Mário de Andrade e Paulo Prado. Viaja à Bahia com Pagú.

No dia 1º de abril de 1930 casa-se com Pagu, numa cerimônia pouco convencional. Escreve “A casa e a língua”, em defesa da arquitetura de Warchavchik. Nasce seu filho Rudá, com a escritora Pagú. É preso pela polícia do Rio de Janeiro, por ameaçar o antigo amigo, poeta Olegário Mariano.

Em 1931, escreve “O mundo político”.Tem um encontro com Luis Carlos Prestes em Montevidéu, engaja-se no Partido Comunista. Funda com Queiroz Lima e Pagú “O Homem do Povo”. Publica o “Manifesto Ordem e Progresso”.

No ano seguinte, redige o prefácio definitivo de “Serafim Ponte Grande”.

Em 1933, pronuncia conferência — “O Vosso Sindicato” — no sindicato dos padeiros de São Paulo. Publica “Serafim Ponte Grande”. Patrocina a publicação de “Parque Industrial”, romance de Pagú.

No ano seguinte, deixa Pagú e une-se à pianista Pilar Ferrer. Publica “A Escada Vermelha”, terceiro romance de “A trilogia do exílio”, e “O Homem e o Cavalo”, com capa de seu filho, Oswald de Andrade Filho. Em 24 de dezembro, assina contrato ante-nupcial em regime de separação de bens com Julieta Bárbara Guerrini.

Em 1935, compra uma serraria. Com sua mulher Julieta, acompanha C. Levis-Strauss em excursão até Foz do Iguaçu. Escreve sátira política para “A Platéia”. Faz parte do movimento artístico cultural “Quarteirão”. Está fichado na polícia civil como subversivo.

No ano seguinte, publica na revista “XI de agosto”, “Página de Natal” do Marco Zero. Conclui o poema “O Santeiro do Mangue”.

Escreve “O país da sobremesa”, em 1937. É feita uma tentativa de encenação da peça “O Rei da Vela” pela Companhia de Álvaro Moreyra. Atua na Frente Negra Brasileira. Escreve na revista “Problemas” (São Paulo). Publica “A Morta” e “O Rei da Vela”. No Rio de Janeiro, a edição de “Serafim Ponte Grande” é dada como esgotada.

Em 1938, publica o trecho “A vocação” da série “Marco Zero: IV”, “A presença do Mar”. Está ligado ao Sindicato de Jornalista de São Paulo, matrícula nº 179. Redige “Análise de dois tipos de ficção”.

No dia 16 de fevereiro de 1939, Oswald ingressa no Pen Club do Brasil. Em agosto viaja à Europa, com sua mulher Julieta, para participar do Congresso do Pen Club, em Estocolmo, que não se realizou por causa da guerra. Retorna pelo navio cargueiro Angola. Publica no jornal “Meio Dia” as colunas “Banho de Sol” e “De literatura”. É o representante do jornal “Meio Dia” em São Paulo. Escreve para o “Jornal da Manhã” (SP) uma série de reportagens sobre personalidades importantes da vida política, econômica e social de São Paulo.

Escreve “O lar do operário”. Candidata-se à Academia Brasileira de Letras pela segunda vez, enviando uma carta aberta aos imortais, em 1940.

Em 1941, monta um escritório de imóveis, com Nonê, o filho mais velho.

No ano de 1942, expõe trabalhos de pintura na Sala dos Intelectuais, no VII Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo. Publica “Cântico dos Cânticos para Flauta e Violão”, dedicado à sua futura mulher, Maria Antonieta d’Alkmin. Lança, em 2ª edição pela Globo, “Os Condenados”, com capa de Koetz.

Publica “Marco Zero: I A revolução melancólica”, pela José Olympio, capa de Santa Rosa. Começa a publicar no “Diário de S.Paulo” a coluna “Feira das Sextas”. Casa-se com Maria Antonieta d’Alkmin, em 1943.

Em 1944, pronuncia na Faculdade de Direito a conferência “Fazedores da América”, publicada no “Diário de S.Paulo” em 31/10/1944. Inicia a série “Telefonema”, publicada no “Correio da Manhã”, até 1954. Viaja a Belo Horizonte, com uma caravana de intelectuais e faz uma conferência na Exposição de Arte Moderna, organizada pelo Prefeito Juscelino Kubstichek.

No ano seguinte escreve “O sentido da nacionalidade no Caramuru e no Uruguai”. Publica “A Arcádia e a inconfidência”, tese apresentada à cadeira de literatura brasileira da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, na qual o biografado é livre-docente em Literatura Brasileira. Nasce sua filha Antonieta Marília. Reúne no volume “Ponta de Lança” artigos esparsos. Publica “A sátira na poesia brasileira”, conferência pronunciada na Biblioteca Pública Municipal de São Paulo.

Participa do Congresso de Escritores em São Paulo. Publica “Poesias Reunidas e “Marco Zero: II — Chão”, pela José Olympio. Faz a saudação a Pablo Neruda em visita ao Brasil. Inicia a organização da Ala Progressista Brasileira, programa de conciliação nacional. Lança um manifesto ao “Povo de São Paulo, Trabalhadores de São Paulo. Homens livres de São Paulo”. Escreve o “Canto do Pracinha só”. Rompe com o Partido Comunista do Brasil e Luis Carlos Prestes, seu secretário geral. Publica na “Gazeta de Limeira”, conferência pronunciada em Piracicaba intitulada “A lição da inconfidência”

Em 1946, publica “O Escaravelho de Ouro” (poesia). Assina contrato com o governo de São Paulo para a realização da obra “O que fizemos em 25 anos”, espécie de levantamento da vida nacional, em todos os setores da atividade técnica e social à literária e artística. Profere conferência sob o título “Informe sobre o modernismo”. Apresenta o escritor norte-americano Samuel Putnam, em visita ao Brasil, na Escola de Sociologia e Política (São Paulo). Participa em Limeira (SP) do Congresso de Escritores.

Candidata-se a delegado regional da Associação Brasileira de Escritores e perde a eleição. Protesta e se desliga da Associação, em 1947.

Em 1948, pronuncia em Bauru a conferência “O sentido do interior”. Nasce seu filho Paulo Marcos.

Publica na revista Anhembi o texto “O modernismo”, em 1949. Profere conferência no Centro de Debates Casper Líbero: “Civilização e dinheiro”, e no Museu de Arte de São Paulo, “Novas dimensões da poesia”. Realiza excursão a Iguape, com Albert Camus, para assistir às tradicionais festas do Divino. É encarregado de apresentar e saudar o escritor francês de passagem por São Paulo para fazer conferências. Escreve a coluna “3 linhas e 4 verdades” na “Folha de S.Paulo”, até 1950. Profere nova conferência na Faculdade de Direito em homenagem a Rui Barbosa.

Em 1950, escreve “O antropófago”. É homenageado com um banquete, no Automóvel Clube, pela passagem do 60º aniversário, saudado por Sérgio Milliet. Participa de concurso para provimento da Cadeira de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, ocasião em que defende a tese “A crise da filosofia messiânica”, sem êxito. Candidata-se a deputado federal pelo PRT, com o seguinte slogan: “Pão – Teto – Roupa – Saúde – Instrução”. Pronuncia as seguintes conferências: “A arte moderna e a arte soviética”, “Velhos e novos livros atuais”. Redige “Um aspecto antropofágico da cultura brasileira — o homem cordial” para o 1º Congresso Brasileiro de Filosofia. Apresenta a versão definitiva de “O Santeiro do Mangue”.

Escreve, em 1952, “Introdução à antropofagia”. Profere discurso de saudação em homenagem a Josué de Castro, representante da ONU, por iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Escreve o artigo “Dois emancipados: Júlio Ribeiro e Inglês de Souza”.

É membro da Comissão Julgadora do Salão Letras e Artes Carmen Dolores, em 1953. Saudou o escritor José Lins do Rego, pelo prêmio recebido em torno do romance “Cangaceiros”, patrocinado pelo Salão de Letras e Artes Carmen Dolores Barbosa. Começa a publicar a série “A Marcha das Utopias” no jornal “O Estado de S.Paulo”. Tenta em vão vender sua coleção de quadros.

Em 1954, escreve o ensaio “Do órfico e mais cogitações” e “O primitivo e a antropofagia”. Envia comunicação, por intermédio de Di Cavalcanti, para o Encontro de Intelectuais, no Rio de Janeiro. Publica o primeiro volume das “Memórias — Um homem sem profissão”.Foi indicado para ministrar curso de cultura brasileira em Genebra. Retorna como sócio à Associação Brasileira de Escritores (A.B.D.E.).

Falece em São Paulo, em 22 de outubro de 1954.

É homenageado postumamente pelo Congresso Internacional de Escritores, em 1954. Em 1990, no centenário de seu nascimento, a “Oficina Cultural Três Rios” passa a se chamar “Oficina Cultural Oswald de Andrade; é lançado o filme “Cem Oswaldinianos”, de Adilson Ruiz e instalado painel na estação República do Metrô paulista.

Fonte: www.releituras.com/index.asp

Anita Malfatti

Anita Catarina Malfatti nasceu em 2 de dezembro de 1889 em São Paulo e faleceu em 6 de novembro de 1964. Foi uma pintora, desenhista, gravadora e professora brasileira.

Nasceu com atrofia no braço direito. Aos três anos de idade foi levada pelos pais a Lucca, na Itália, na esperança de corrigir o defeito congênito. Os resultados do tratamento médico não foram animadores e Anita teve que carregar essa deficiência pelo resto da vida. Voltando ao Brasil, teve a sua disposição Miss Browne, uma governanta alemã, que a ajudou no desenvolvimento do uso da mão esquerda e no aprendizado da arte e da escrita.

Iniciou seus estudos em 1897, no Colégio São José, de freira católicas. Posteriormente passa a estudar na Escola Americana e em seguida no Mackenzie College onde, em 1906, recebe o diploma de normalista.

Foi sua mãe dona Betty, quem lhe ensinou os rudimentos das artes plásticas, que para sustentar a família, passa a dar aulas particulares de idiomas e também de desenho e pintura.

“Eu tinha 13 anos, e sofria porque não sabia que rumo tomar na vida. Nada ainda me revelara o fundo da minha sensibilidade[...]Resolvi, então, me submeter a uma estranha experiência: sofrer a sensação absorvente da morte. Achava que uma forte emoção, que me aproximasse violentamente do perigo, me daria a decifração definitiva da minha personalidade. E veja o que fiz. Nossa casa ficava próxima da estação da Barra Funda. Um dia saí de casa, amarrei fortemente as minhas tranças de menina, deitei-me debaixo dos dormentes e esperei o trem passar por cima de mim. Foi uma coisa horrível, indescritível. O barulho ensurdecedor, a deslocação de ar, a temperatura asfixiante deram-me uma impressão de delírio e de loucura. E eu via cores, cores e cores riscando o espaço, cores que eu desejaria fixar para sempre na retina assombrada. Foi a revelação: voltei decidida a me dedicar à pintura.”Anita Malfatti.

Anita tinha umas amigas, as irmãs Shalders, que iam viajar à Europa para estudar música. Assim surgiu a idéia de acompanha-las à Alemanha e seu tio e padrinho Jorge Krug aceitou financiar a viagem.Anita e as Shalders chegaram em Berlim em 1910, ano marcante na história da Arte Moderna alemã. Foi na Alemanha que Anita travou contato com a vanguarda européia.

Acompanhando suas amigas às aulas no centro musical, acabou recebendo a sugestão para estudar no ateliê do artista Fritz Burger.

Fritz Burger era um retratista que dominava a técnica impressionista. Foi o primeiro mestre de Anita. Ao mesmo tempo, prestou os exames para ingressar na Real Academia de Belas Artes.

Durante as férias de verão, Anita e as amigas foram as montanhas de Harz, em Treseburg, região frequentada por pintores. Continuando sua viagem, visitou a 4° Sonderbund, uma exposição que aconteceu em Colônia na Alemanha, na qual conheceu o trabalho de Van Gogh.

Teve aulas também com Lovis Corinth nome bem mais conhecido do que seu primeiro mestre. Corinth, um tipo bem germânico, não tinha a menor paciência com seus alunos. Mas com Anita era diferente. Talvez porque alguns anos antes sofrera um AVC que, como sequela, lhe deixara alguma dificuldade motora.

Anita estava cada vez mais interessada pela pintura expressionista, desejava aprender sua técnica. Em 1913, inicia aulas com o professor Ernest Bischoff Culm.

Com a instabilidade causada pela aproximação da guerra, Anita Malfatti resolve deixar Berlim.

Primeira exposição individual

“Voltando ao Brasil, só me perguntavam pela Mona Lisa, pela glória da Renascença,e eu… nada”

“Minha família e meus amigos, eram de opinião de que eu deveria continuar meus estudos de pintura. Achavam meus quadros muito crus,mas, felizmente, muito fortes, o que prometia para o futuro uma pintura suave, quando a técnica melhorasse” Anita Malfatti.

São Paulo, 1914, Anita tinha 24 anos e, com mais de 4 anos de estudo na Europa, finalmente voltava para o seio familiar. A cidade crescia, mas o ambiente artistico ainda era incipiente, o gosto de arte ainda era acadêmico e a resposta a sua obra nada convencional, não era animadora.

Viaja para os Nos Estados Unidos e lá ingressou na Independent School of Art de Homer Boss, quase mais filósofo que professor.

Em 1916, Anita se encontrava de novo em casa, no aconchego familiar. A surpresa e a incompreensão, foram inevitáveis.As oubras que a pintora trouxe dos Estados Unidos, deixaram em sua familia uma sensação tão grotestca, que o mal estar, durou por anos, é fato que o assunto, tornou-se “tabu” entre os membros da familia, Anita diria depois lacônicamente:”Quando viram minhas telas, todos acharam-nas feias, dantescas, e todos ficaram tristes, não eram os santinhos dos colégios.Guardei as telas.”

A exposição de 1917

Em 1917, aos 28 anos, Anita Malfatti abria em São Paulo sua segunda individual e o catálogo de obras ia até 53 peças de sua lavra. As reações à exposição foram as mais diversas possíveis. Recebeu a famosa crítica avassaladora de Monteiro Lobato.

A primeira voz que se levantou em defesa de Anita, foi a de Oswald de Andrade. Num artigo de jornal, ele elogiou o talento de Anita e parabenizou pelo simples fato de ela não ter feito cópias. Pouco depois, jovens artistas e escritores, possuidos pelo desejo de mudaça que as obras de anita suscitaram, uniam-se a ela, como: Mário e Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia, Guilherme de Almeida. Na tentativa de ser aceita como artista em sua cidade, Anita inicia estudos com o pintor acadêmico Pedro Alexandrino, em busca de d uma reestruturação. O artigo inflamado de Monteiro Lobato contra Anita, deixaria marcas profundas, na vida e na obra da artista.

Tempos depois, já uma modernista assumida, embarca para Europa. Há muito tempo, Paris atraia os artistas brasileiros- que eram e continuaram acadêmicos- agora, nesse 1923, os modernismo brasileiro estava em Paris, atualizando-se.

E Anita estava lá, na tentativa incansável de se encontrar, apesar das muitas dúvidas que ainda tinha em relação a que caminho seguir na sua arte.

No final de setembro de 1928, Anita já se encontrava no Brasil.

O ambiente artístico, encontrado por Anita na volta, era bem diferente do que deixara em 1923, o grupo inicial evoluíra muito, surgiam novos adeptos e novos movimentos.

Em 1929 abria em São Paulo, sua 4° individual. Depois de fechar sua exposição, até 1932, Anita dedicou-se ao ensino escolar. Retomou suas aulas na escola Normal Americana e foi trabalhar também na Escola Normal do Mackenzie College. Podemos dividir as fases artísticas de Anita Malfatti em três: a primeira seria quando define sua forma expressionista de pintar, a segunda seria a das dúvidas de que caminho seguir na arte, dos 20,30 e inicio dos anos 40, quando depois da morte de Mário de Andrade e de sua mãe, Dona Betty, seria transformada numa 3° Anita Malfatti, e recolhida na sua chácara em Diadema, iria finalmente, em paz consigo mesma ” pintar à vontade” ” à seu modo. A individual de 1945, prova essa unidade na pintura de Anita. A artista estava decidida em seu caminho de paz, na sua reclusão.

Fonte: Wikipédia.

Mario de Andrade

Nome completo: Mario Raul de Moraes Andrade
Data de nascimento: 09/10/1893
Cidade: São Paulo – SP
Filiação: Carlos Augusto de Moraes Andrade e Maria Luisa Leite Moraes Andrade

Mario de Andrade começou sua carreira artística dedicando-se a arte musical se formando em musica no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo passando a lecionar neste mesmo local Historia da Musica. Seu contato com a literatura começou quando escrevia criticas para jornais e revistas e estreou como poeta em 1917, com o pseudônimo de Mario Sobral com a obra “ Uma gota de sangue em cada poema” que foi inspirado na primeira guerra mundial ( 1914-1918 ).Teve o primeiro contato com a modernidade quando foi a exposição de Anita Malfatti e logo após faz sua primeira viagem a Minas Gerais onde encontra o barroco mineiro e visita Alphonsusde Guimarães e inicia sua Marginalia.
Alcançou notoriedade quando leu, no evento que abriu a Semana de Arte Moderna, o prefacio da obra poética “Paulicéia Desvairada” (1922), que fixou as diretrizes estéticas do modernismo, o uso do verso livre e a valorização da fala brasileira, onde causou grande polemica e projetou Mario de Andrade como um dos lideres da vanguarda e foi através deste livro que ele descobriu seu tema favorito: São Paulo.Uma outra obra de Mario de Andrade que se destacou por sua contribuição ao movimento modernista foi o livro “Macunaíma”, romance onde é mostrado um herói que tem as qualidades e defeitos de um brasileiro comum.

Mario de Andrade dirigiu o Departamento Municipal de Cultura de São Paulo ( 1934-1937 ), colaborou com a imprensa escrevendo para revistas como Klaxon; cooperou com o Instituto Nacional do Livro no anteprojeto futura Enciclopédia Brasileira e foi nomeado funcionário do serviço do Patrimônio Histórico ( 1940). Viajou o país em busca de lendas indígenas e folclore nordestino e escreveu vários livros como critico, teórico, musicólogo e ensaísta.

Mario de Andrade morreu em 25 de fevereiro de 1945 com o reconhecimento pelo papel de vanguarda que desempenhou em três décadas. Enquanto viveu, lutou pela arte com seu estilo de escrita puro e verdadeiro, certo de que a inteligência brasileira necessitava de atualização, Mario de Andrade nunca abandonou suas maiores virtudes: a consciência artística e a dignidade intelectual.

Suas obras estão agrupadas em dezenove volumes com o título de Obras Completas. As principais são:

Poesia
Há uma Gota de Sangue em Cada Poema (1917), Paulicéia Desvairada (1922), Losango Cáqui (1926), Clã do Jabuti (1927), Remate de Males (1930), Poesias (1941), Lira Paulistana (1946), O Carro da Miséria (1946), Poesias Completas (1955).

Romance
Amar, Verbo Intransitivo (1927), Macunaíma (1928).

Contos
Primeiro Andar (1926), Belasarte (1934), Contos Novos (1947).

Crônicas
Os filhos da Candinha (1943).

Ensaios
A Escrava que não é Isaura (1925), O Aleijadinho de Álvares de Azevedo (1935), O Movimento Modernista (1942), O Baile das Quatro Artes (1943), O Empalhador de Passarinhos (1944), O Banquete (1978).

Referências:
www.suapesquisa.com/biografias
www.netsaber.com.br/biografias
www.releituras.com


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