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Programação Cultural

Museu da Casa Brasileira

 

O Museu da Casa Brasileira é o único do país especializado em design e arquitetura e se tornou uma referência nacional e internacional nesses temas. Entre o público especializado, sua iniciativa mais conhecida é o Prêmio Design Museu da Casa Brasileira, que vem sendo realizado desde 1986 e está em sua 21ª edição este ano. Para o público em geral, o que vem à mente das pessoas quando se fala nele é a sua sede, numa localização privilegiada, uma mansão da década de 40, quase no cruzamento das avenidas Faria Lima e Cidade Jardim, um verdadeiro oásis no meio dos prédios da região, com seu jardim de 6.600 metros quadrados.

 

Coleção Museu da Casa Brasileira

 

O acervo do Museu da Casa Brasileira é constituído de móveis representativos da evolução do mobiliário no Brasil desde o século 17 até o final do século 20. Há também objetos utilitários, como os utensílios em cobre vindos do ateliê do pintor Pedro Alexandrino (que viveu em São Paulo no século 19). Entre final de 2006 e início de 2007, a área expositiva do acervo foi totalmente reformada, com elaboração de nova museografia e restauro de 53 peças. Inaugurada em maio de 2007, a mostra Coleção Museu da Casa Brasileira procura valorizar cada peça, permitir sua melhor fruição pelo público e possibilitar várias abordagens a partir de verbos como servir, sentar, descansar, dormir, guardar e rezar. A exposição conta com obras recentemente incorporadas ao acervo do MCB. Entre outras, estão a poltrona Mole (1957), de Sergio Rodrigues, talvez individualmente a peça mais célebre do design brasileiro do século 20, doada pela empresa Linbrasil; a cadeira Paulistano (1957), de Paulo Mendes da Rocha, vencedora do 1º Prêmio Design, foi doada pelas empresas Objekto e Dpot; a cadeira Girafa (1987), de Lina Bo Bardi, Marcelo Ferraz e Marcelo Suzuki, foi presenteada pela Marcenaria Baraúna; o carrinho de chá Nômade (1993), de Claudia Moreira Salles, que fez a doação; o bar 10-8, de José Zanine Caldas, da Móveis Artísticos Z, doado por João Pedrosa

 

Coleção Crespi Prado

 

O casal Fábio Prado e Renata Crespi Prado conseguiu reunir em sua residência uma valiosa coleção de peças utilitárias e objetos de arte. Depois de anos em locais privados, com acesso restrito, parte desse acervo retornou ao seu espaço original em 1996.  Entre as peças da coleção, estão o busto de Renata Crespi feito pelo escultor Victor Brecheret; telas de Andrea Locatelli; o óleo sobre tela “Floresta e o Veado”, de Cândido Portinari; o pastel “O Negrinho”, de L. F. Almeida Junior; e uma série de 12 litografias de Lluchr Desmons, retratando o Rio de Janeiro no século 19. A exposição da coleção Crespi Prado resgata um momento da história paulistana mostrando um perfil de sua elite nos anos 40/50, ou seja, como vivia, o que consumia, etc.

 

Usos e costumes da casa brasileira

 

Faz parte do acervo do Museu o “Fichário de Equipamentos, Usos e Costumes da Casa Brasileira”, elaborado sob a coordenação do historiador Ernani Silva Bruno, seu primeiro diretor. O trabalho é um levantamento minucioso de dados sobre os usos e costumes da casa brasileira desde o século 16. São 28.800 fichas compreendendo 24 temas, como alimentação, construção, costumes domésticos e mobiliário, entre outros. As fichas deram origem a uma coleção de livros com cinco volumes. Desde setembro de 2005, o site do Museu (www.mcb.sp.gov.br) traz de forma digital as 28 mil fichas manuscritas recolhidas na década de 1970 em relatos de viajantes, literatura ficcional, inventários e testamentos de famílias.

 

Jardim

 

Bancos espalhados pelo jardim permitem ao freqüentador do Museu da Casa Brasileira um momento de contemplação e calma dentro do cotidiano nervoso da metrópole. Nos 6.600 metros quadrados, há uma clareira central gramada, ladeada por mais de duas centenas de árvores. Há ainda uma trilha para caminhadas.

 

Restaurante Quinta do Museu

 

Instalado numa área privilegiada, com vista para o amplo jardim, o restaurante Quinta do Museu oferece uma seleção de pratos da culinária brasileira, e também pratos internacionais, massas, saladas e lanches.

 

Museu da Casa Brasileira – Av. Faria Lima, 2705   Jardim Paulistano  São Paulo

Tel. 11 3032-3727     Site: www.mcb.sp.gov.br

  Exposição: Santos Dumont designer
 
Aviões, triciclos, balões, túneis de vento, dirigíveis e hidroplano voltam às salas do MCB e apresentam o pioneiro do design de produto no Brasil, Alberto Santos Dumont.
 
Com concepção e montagem de Guto Lacaz, que há quase duas décadas “descobriu” os talentos de Santos Dumont e desde então vem estudando em profundidade sua obra, a exposição traz novos recursos multimídia e filmes de época. Possibilita ao público pilotar os aviões 14 Bis e Demoiselle em simuladores de vôo, assistir a uma animação da experiência com o triciclo e a reconstituição do vôo do Dirigível nº 6, cuja façanha foi dar a volta ao redor da torre Eiffel.
 
A animação da Cavalgada Patriótica, quando Santos Dumont teve a iniciativa de pedir a desapropriação da área para criar o Parque Estadual de Iguaçu; demonstrações mecânicas dos vôos do 14 Bis com modelos em escala; além de duas centenas de miniaturas do Demoiselle também fazem parte da exposição.
 
“A beleza do design de Santos Dumont é o resultado da relação entre economia de meios, leveza de execução e clareza de objetivos. Em suma, da simplicidade”, afirma Guto Lacaz. “A elegância e a unidade do conjunto da obra surpreende ao revelar a multiplicidade de seus talentos, motivo de orgulho e admiração dos brasileiros pelo seu pioneirismo na área tecnológica”. Santos Dumont não só projetou como também construiu e pilotou cada uma das 22 aeronaves que criou ao longo de 10 anos, “portanto tinha consciência total do produto”.
 
O projeto da mostra envolve nomes como Fernando Martini Catalano, PhD em aerodinâmica, professor de Engenharia Mecânica da USP – São Carlos, Henrique Lins de Barros, físico e pesquisador titular do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, no Rio de Janeiro, e o mestre François Durant, responsável pelos modelos em escala, a quem a exposição homenageia in memorian. A empresa Elo3 Integração Empresarial, realizadora da mostra, coordena ainda toda a produção do projeto.
 
A grafia do nome, escolhida para a exposição por Guto Lacaz, vem da reprodução de uma assinatura do próprio aviador. Descendente de franceses por parte do pai e de brasileiros por parte da mãe, Alberto gostava de expressar que, em sua visão, ambas as nacionalidades tinham igual peso. Em alguns momentos agregou os dois sobrenomes com um hífen (Santos-Dumont), em outros colocou o sinal de igual (Santos=Dumont).
 
A exposição Santos=Dumont designer foi realizada em 2006 com grande sucesso no MCB. Esta nova edição tem patrocínio da 3M do Brasil.
 
Abertura: 24 de março, às 19h30
Visitação: de 25 de março a 3 de maio

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