
O Projeto de Desenvolvimento do Ecoturismo na Região da Mata Atlântica visa aprimorar a visitação pública em seis unidades de conservação da Mata Atlântica no estado de São Paulo: no Vale do Ribeira e no Alto Paranapanema, os parques estaduais de Carlos Botelho, Ilha do Cardoso, Intervales, Caverna do Diabo e Turístico do Alto Ribeira (PETAR); e, no litoral norte, o Parque Estadual de Ilhabela. Eles estão localizados em importantes regiões de conservação da Mata Atlântica, um dos mais ricos ecossistemas em biodiversidade do planeta.
Apenas 8% da cobertura florestal da Mata Atlântica mantêm suas características originais. 18% desse remanescente estão no Estado de São Paulo, numa região que, no continente sul-americano, é a mais desenvolvida do ponto de vista econômico. A Mata Atlântica é reconhecida pela UNESCO como Reserva da Biosfera e as Reservas Florestais Atlânticas do Sudeste do Brasil também detêm o título de Sítio do Patrimônio Natural da Humanidade. A região da Mata Atlântica já é um destino turístico e as suas unidades de conservação, especialmente os Parques Estaduais, são locais especialmente privilegiados para o desenvolvimento do ecoturismo.
O Projeto Ecoturismo na Mata Atlântica visa consolidar o turismo sustentável como forma de desenvolvimento socioeconômico regional, aliado à estratégia de conservação da natureza. Tem como ações estratégicas:
1. Estruturar e promover serviços e atividades de lazer para a visitação pública em Parques Estaduais, incrementando seu potencial de atração para diferentes públicos;
2. Apoiar a consolidação de uma cadeia de serviços turísticos no entorno dos Parques, com a participação das comunidades locais;
3. Fortalecer a gestão pública para o ecoturismo nas Unidades de Conservação, por meio de capacitação de pessoal, estabelecendo normas de controle e regulamentação da atividade turística.
Com base nas diretrizes estabelecidas em estudos sobre os mais importantes aspectos da atividade turística e de gestão das unidades de conservação, os investimentos incluem a revitalização ou construção de equipamentos para a prática de atividades ecoturísticas, tais como trilhas terrestres, trilhas suspensas, mirantes, centros de interação ambiental entre outros, como também a melhora e/ou ampliação de meios de hospedagem, serviços de alimentação, venda de artesanatos e outros serviços turísticos.
Para garantir a efetividade destes investimentos o Projeto prevê a re-organização do setor público para permitir o planejamento e a gestão do ecoturismo em unidades de conservação de forma efetiva, e investirá na melhoria da capacidade dos Parques no atendimento ao visitante. Além disso, ações de assistência técnica e capacitação para empreendedores e comunidades locais organizadas e parcerias com o setor privado para a prestação de serviços de ecoturismo nos parques, são instrumentos importantes para geração de renda e incremento para o desenvolvimento regional.
O Projeto pretende tornar o ecoturismo numa ferramenta para melhorar a proteção da biodiversidade das Unidades de Conservação da Mata Atlântica servindo de modelo para outras áreas protegidas.
O Projeto de Ecoturismo na Mata Atlântica é uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e de uma parceria com o BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento. A sua execução está a cargo da UCP – Unidade de Coordenação do Projeto.
Da Secretaria do Meio Ambiente