
Parque Estadual de Ilhabela
O que fazer?
Como fazer?
Onde ficar?
Quanto custa?
Como chegar?
Outras informações?
O grande elemento atrativo do PEIb é o conjunto de trilhas e
praias. O parque dispõe atualmente de 5 trilhas abertas à visitação, com
diferentes níveis de dificuldade e estruturação.Opasseio mais procurado é o
trajeto de jipe pela estrada de Castelhanos, que leva à Baía de Castelhanos,
o lado mais isolado da ilha.
A visitação no parque é feita com ou sem acompanhamento de
monitor ambiental. O parque dispõe de dois monitores para visitantes
interessados no serviço. O passeio para Castelhanos pode ser feito com
veículo de passeio, mas isso não é recomendado; os visitantes são
aconselhados a contratarem o serviço de um jipeiro para realizar essa
atividade.
Não há nenhum tipo de estrutura de hospedagem dentro da
área do Parque Estadual de Ilhabela. Entretanto, há meios de hospedagem
de diversos níveis de qualidade e preço no núcleo urbano da ilha e em suas
proximidades. Também há algumas poucas áreas de camping espalhadas
pela ilha.
A entrada no parque é gratuita.Adiária de um monitor custa,
em média, R$ 80,00, com exceção do monitores do parque, que não cobram
por seu serviço. A diária em uma pousada custa a partir de R$ 50,00 por
pessoa, em quarto duplo, com café da manhã. Os serviços de alimentação
apresentam valores bastante variados, atendendo desde bolsos mais
econômicos até demandas por restaurantes de luxo.
O PEIb está situado a 210 km de São Paulo. O acesso ao
parque, partindo desta cidade, é feito pela rodovia Ayrton Senna da Silva
(SP-60) e Carvalho Pinto (SP-070) até São José dos Campos, seguindo
então pela rodovia Tamoios (SP-99) e Rio-Santos (BR-101) até chegar a São
Sebastião. Nesta cidade se pega a balsa para chegar a Ilhabela, em uma
travessia com cerca de 20 minutos de duração.
Podem ser obtidas junto à administração do parque pelo telefone (12) 3896-2660.
Os parques estaduais ocupam aproximadamente 80% da área regional e o uso antrópico – 20% da área – está definido pelas zonas urbanas centrais dos municípios, pelos condomínios de casas de veraneio ao longo da costa, associados aos estabelecimentos comerciais e de serviços (atuantes, principalmente, em alta temporada) e vilas que abrigam a população de baixa renda envolvida nas atividades decorrentes do turismo. Observa-se que esse padrão de ocupação encontra-se em franca expansão.
O Parque Estadual de Ilhabela, localizado no Arquipélago de São Sebastião, com 12 ilhas, integra o Município de Ilhabela, situado a 220 quilômetros da capital paulista. A ilha de São Sebastião – sede do município – liga-se ao continente (município de São Sebastião), através de balsa.
A população de Ilhabela era de 13.547 habitantes em 1991. A maior parte da população habita a face voltada para o canal de São Sebastião, onde o limite do parque inicia-se na cota 200 metros. Trata-se de uma área urbanizada que concentra infra-estrutura turística.
O fluxo turístico em direção à região teve início na década de 50, com a abertura da Rodovia dos Tamoios (SP-99) ligando o Vale do Paraíba e a capital paulista ao litoral. Na década de 70, a abertura da Rodovia Rio-Santos (BR-101) foi fundamental para o estabelecimento da região como pólo turístico, alterando substancialmente a paisagem regional, com a construção de residências de veraneio e equipamentos destinados à atividade turística e atraindo migrantes pra o trabalho na construção civil.
Este parque-arquipélago destaca-se ainda por fornecer um grande aporte de água doce, de origem fluvial, rica em nutrientes, em meio a condições oceânicas; alcança altitudes superiores à maior parte do território nacional; apresenta seu perímetro constituído predominantemente por costões rochosos; apresenta mudanças climáticas em função de sua grande variação altitudinal e abriga excepcionais exemplares de formações do domínio Mata Atlântica.
Em relação à fauna, o arquipélago de Ilhabela reúne em seus domínios uma das maiores concentrações de espécies restritas a locais e ecossistemas específicos (espécies endêmicas) conhecidas atualmente no Brasil. Numerosas espécies, tais como o rato cururuá Nelomys thomasi, o teiu de Ilhabela Tupinambis merianae sebastiani, o teiu de Búzios T.M. buzionensis , o caramujo de Búzios Gonyostomus insularis, várias espécies de opiliões (Hypophyllomus callidus, Ancistroellus sp., Luederwalditia serripes, Piresa villosa, Somonoleptes inbsularis, Buzioleptes veneficus) e a perereca –de-alcatraz Scinax alcatraz são exclusivas dos ambientes deste arquipélago.
Estudos atualmente em desenvolvimento deverão demonstrar que numerosas espécies de répteis e anfíbios apresentam diferenças específicas de suas populações continentais.
A região é caracterizada como sendo de importância para a conservação de espécies migratórias de pequena, média e longa distância.
Embora fundamental para a conservação dos remanescentes florestais do estado, a forma de criação e implantação das unidades de conservação privilegiou aspectos físicos e biológicos, relacionados à fauna e flora, em levar em conta a existência e mesmo ainda a opinião da sociedade local, com seus vários atores sociais, inclusive aqueles diretamente afetados pelos decretos que alteraram seus modos de vida.
O resultado da limitação de uso dos recursos e espaços naturais foi especialmente danoso e levou à marginalização das populações que anteriormente viviam da utilização destes ambientes e recursos. Considerando como o espaço de reprodução e guarda dos elementos naturais necessários à execução de suas atividades, particularmente aquelas ligadas ao extrativismo de recursos da mata, o parque passou a ser visto pela população local principalmente sob seu aspecto restritivo.
Fonte: SÃO PAULO (1998). Plano de Gestão Ambiental – fase 1 do Parque Estadual de Ilhabela
Da Secretaria do Meio Ambiente