
Vi esse filme …agora é título de obra do Luis Ferla!
O filme é uma comédia social da vida de moradores de uma favela da Itália, não estava restrito ao conceito de criminalidade, baixa renda, zero educação etc..Não era um filme politicamente correto, e sim uma nouvelle vague pitoresca e engraçada.
Giacinto (Nino Manfredi em grande atuação) mora com a esposa, os dez filhos e vários parentes, num barraco de uma favela de Roma. Todos querem roubar o dinheiro que ele ganhou do seguro, por ter perdido um olho quando trabalhava. A situação fica ainda pior quando ele decide levar uma amante para dentro de casa.
Vencedor do Prêmio de Melhor Direção no Festival de Cannes, é uma das obras-primas do cineasta Ettore Scola, não deixe de ver!
No livro o autor analisa os problemas sociais dos “feios, sujos e malvados”, ou seja, indivíduos com comportamentos considerados antissociais – os grupos mais visados eram criminosos, homossexuais, doentes mentais e mesmo operários e crianças. Focado na São Paulo da década de 20 até 45.
De acordo com o autor do livro, Luis Ferla, professor de história contemporânea na Universidade Federal Paulista (Unifesp) em Guarulhos, a utopia médica do biodeterminismo defendia que, para melhor defesa da sociedade, os médicos deviam se lançar ao “grande projeto do conhecimento humano”. Ou, mais especificamente, ao “corpo do delinquente”, cujas particularidades “poderiam ajudar a explicar as disfunções e desequilíbrios da sociedade”.
Ou seja, identificando-se corpos perigosos poderia-se prevenir crimes bárbaros…. É isso que define o determinismo biológico.
Para saber mais sobre o livro leia a matéria do Alex Sander Alcântara/Fapesp
Feios, sujos e malvados sob medida – A utopia médica do biodeterminismo
Ana Lucchi
Editora