
Parece que “evoluímos” tanto e estragamos tudo ou estamos de vento em popa nesse sentido que teremos que voltar as raízes?
Parece que não deu nem tempo conhecer tudo o que é capaz de fazer a nova engenhoca tecnológica e ela já se tornou obsoleta não é?
Parece que toda evolução industrial, alimentos modificados, vidas empoleiradas em enormes condomínios verticais de muros altos…muito altos… crianças com alergias e intolerâncias alimentáres, pessoas estressadas, chutando o balde e o cara do lado, o trânsito que não anda, as gripes, as pragas…dá vontade de voltar ao campo e começar um novo sistema de vida, mais slow food, mais eco e sustentável?
À medida em que o mundo acelera, surge mais intensamente em contrapartida uma vertente de pessoas que curtem as ciências e a evolução, mas também entendem que é preciso preservar, cultivar sem agredir, reaproveitar, desacelerar o consumo…
O que será que elas querem dizer com isso?
Como será que vivem?
Será que é possível viver assim e ainda estar conectado com a cidade e os grandes centros urbanos?
Não dá simplesmente para voltar as raízes e negar a evolução tecnológica, são conquistas inegáveis que facilitam a vida nesse planeta.
Você é um bicho urbano, gosta da cultura dos centros urbanos, gosta das luzes da noite na cidade, gosta de poder contar com uma medicina avançada que descobre mais rápido porque o seu pé doe, mas não deixa de amar e consultar seus livros fitoterápicos, de cultivar suas plantas, de reciclar suas roupas e coisas em casa?
Hoje poderia sair por ai comprando, gastando, substituindo…mas entendo que isso já não lhe satisfaz?
Então, você já está nessa!
Do seu jeito, já deu um basta e tirou o pé do acelerador…
Peter Ward* disse: ” …a civilização pré-industrial dos sonhos ambientalistas resultaria, muito rapidamente, em fome global…”
*Peter Ward é um renomado paleontólogo americano da NASA e da Universidade de Washington
Veja esse pequeno texto sobre Economia Solidária e dê asas a sua imaginação…
Por Ana Lucchi

A sustentabilidade econômica de uma comunidade se fortalece na medida em que as trocas se tornam cada vez mais locais, com a criação de uma rede de colaboração e trocas, uma moeda social, pequenos negocios e incentivos.
O consumo hoje é a medida do sucesso pessoal na sociedade moderna. Entretanto nem sempre este esta associado a qualidade de vida e a felicidade, e sim, muitas vezes, a deterioração das comunidades e dos ecossistemas. Além disto, estamos hoje presos a um sistema onde somos obrigados a trabalhar, sem tempo livre, para poder consumir produtos que não correspondem as nossas necessidades, e de seguir modelos de sucesso e imagem criados pela midia.
Estarmos conscientes de como participamos da estrutura socio-economica mundial, geradora de concentração de renda, pobreza, violência, doenças e ignorância, é o primeiro passo para mudarmos o sistema, e deixarmos de ser “vitimas”. O segundo é a escolha do que e quanto consumir.
Referências: FBES – Fórum Brasileiro de Economia Solidária
Permacultura/Ecovilas/CAS
