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Qualidade de vida

O que você tem feito para uma vida melhor?

Esse é o tema da iniciativa Mostre Seu Valor, que busca converter o cidadão comum em agente de transformação da realidade do país

Em vez do discurso, a ação. Essa é a proposta da campanha Mostre Seu Valor , que quer descobrir quais atributos os brasileiros consideram fundamentais para uma vida melhor, e o que todos estão dispostos a fazer para conquistá-los. A iniciativa busca converter o cidadão em agente de transformação da realidade do país, por meio do princípio “faça sua parte para melhorar o mundo”.

A ideia surgiu a partir dos resultados da iniciativa Brasil Ponto a Ponto, realizada em novembro de 2008 e cujo objetivo era definir o tema do próximo Relatório de Desenvolvimento Humano, que será divulgado até junho.

Com isso, o documento abrangeria informações que fugissem dos conceitos abstratos e o cidadão comum poderia aproveitá-las melhor em seu dia a dia. A iniciativa contou com a adesão de mais de meio milhão de pessoas, que citaram valores como educação, respeito, segurança, responsabilidade, tolerância, convivência pacífica.

O resultado deu origem à campanha do PNUD Mostre Seu Valor, que defende que os “valores são formados pelas práticas”, conforme explica o coordenador do Relatório de Desenvolvimento Humano, Flavio Comim. “Com o Brasil Ponto a Ponto, descobrimos que o impacto dos valores na convivência e na qualidade de vida não são desprezíveis”, diz.

É aquela velha história: mudando pequenas coisas, é possível ter um resultado positivo no longo prazo. Por exemplo, se você considera o respeito um valor essencial, mas gosta de ouvir som alto depois das 22h, incomodando os vizinhos, por que não mudar esse comportamento?

A base da campanha gira em torno de pessoas que se comprometem a adotar ações para melhorar o mundo. “Todos podem exercer seu protagonismo, diariamente, por meio de pequenas práticas que levam a grandes mudanças”, afirma Comim, que acrescenta que, muitas vezes, os motivos para alguns problemas interpessoais estão dentro da própria casa. Extirpando-se a raiz, transforma-se todo o resto. “É um processo de conscientização, construído aos poucos”, conclui.

Converter o cidadão em protagonista significa ainda que as políticas públicas devam ser elaboradas levando em consideração a sociedade como um todo, e não apenas os governos como agentes de transformação. A busca por parcerias é uma peça chave para que as ações “de valor” se multipliquem de maneira espontânea e descentralizada, de forma que não fiquem restritas a esferas governamentais.
PNUD


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