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Inclusão social

XVIII Conferência Internacional de Aids em Viena

Viena

A XVIII Conferência Internacional de Aids começou no domingo,18 de julho, na Áustria

Referência internacional da música clássica, onde compositores como Mozart e Strauss eternizaram suas obras, a cidade de Viena, na Áustria, é palco do maior evento de aids do mundo. Durante cinco dias, autoridades governamentais e cientistas, além de representantes da sociedade civil e de organizações públicas e privadas dos cinco continentes se reúnem na XVIII Conferência Internacional de Aids.

O tema “Direitos Aqui, Direitos Agora”, ressalta a necessidade de se relacionar a epidemia aos direitos humanos. A ideia foi mostrar o impacto do estigma e da discriminação na prevenção e tratamento das cerca de 33 milhões pessoas que vivem com HIV/aids no mundo.

Aproximadamente 30 mil pessoas de todos os lugares tomaram conhecimento sobre o que há de mais atual nas discussões sobre o tema. Os jovens tiveram espaço especial na Conferência. A programação juvenil focou as questões levantadas por eles e pelas organizações de atendimento a pessoas nessa faixa etária vivendo com HIV, bem como as redes internacionais e grupos do setor. Espera-se que a participação do público juvenil contribua para o sucesso das intervenções e respostas dos países contra a epidemia e que as políticas de saúde assumam compromissos concretos, principalmente para o segmento.
“É a oportunidade de dar voz a quem pode promover as futuras mudanças necessárias à política de aids”, observa Mariângela Simão, diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Nesse sentido, as sessões e workshops no Pavilhão da Juventude abordaram temas como atenção à saúde de mulheres jovens e meninas, homens jovens fazendo sexo com os homens, sexo seguro, redução de danos e uso de drogas.

A busca de uma vacina chama a atenção em razão da complexidade e enorme variabilidade do HIV. A elevada mutação do vírus da aids é que explica por que, apesar dos grandes avanços nas pesquisas nos últimos 30 anos, não se chegou à cura da doença ou a uma vacina. A descoberta de anticorpos que pode ser a chave para a criação de vacina contra o HIV ganharam fôlego em Viena.
Nos últimos dias a imprensa internacional e brasileira deu destaque para o fato de pesquisadores americanos terem identificado dois anticorpos que podem oferecer proteção contra o vírus causador da aids. Em estudo publicado na última edição da revista Science, os cientistas afirmaram que esses anticorpos podem neutralizar 90% das mutações conhecidas do vírus, por conseguir se ligar a uma parte virtualmente imutável do agente causador da aids.

Programação Brasil
A política brasileira de aids teve participação ativa na XVIII Conferência Internacional de Aids. Afinado com o tema da Conferência, Direitos Aqui, Direitos Agora, o Departamento participou da programação do evento com a apresentação de experiências sobre abordagens com base nos direitos humanos e na prevenção ao HIV e aids. A estratégia de ampliação de teste anti-HIV para diagnóstico precoce e a manutenção e desafios do acesso a terapia antirretroviral são outras questões que integram a pauta da comissão brasileira no encontro.

Com reconhecimento internacional na área de medicamentos e testagem, o Brasil marca presença nas colocações que tratam de gestão de patentes e negociação de preços para medicamentos e insumos de prevenção, como a camisinha.
Fonte:www.aids.gov.br


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